Sequestrador é morto, polícia libera reféns e encerra sequestro de ônibus

A Polícia Militar do Rio de Janeiro encerrou o sequestro do ônibus na Ponte Rio-Niterói com a liberação dos 22 reféns, após pouco mais de três horas de duração. O sequestrador identificado como William Augusto da Silva, 20, morreu na operação atingido por disparos de um atirador de elite. A informação foi confirmada pela PM e pela secretaria municipal de Saúde.

"Paciente chegou em parada cardiorrespiratória e foi constatado o óbito pela equipe médica do hospital", informou a secretaria municipal de Saúde.

O sequestrador chegou ao hospital por volta das 9h30 de hoje. Acompanhado de dois paramédicos, William estava numa maca, coberto por uma manta térmica e com um balão de ar. Segundo o sargento M Pontes, o homem chegou vivo ao hospital, mas a secretaria confirmou a morte minutos depois.

Porta-voz da PM, o coronel Mauro Fliess disse que a ação foi a única possível para preservar as vidas dos reféns. "A operação foi um sucesso. O objetivo desejado era preservar todas as vidas, mas infelizmente ele não nos deixou outra opção. Foi necessário disparar contra ele para preservar a vida de inocentes", informou o coronel ao UOL.

 Em mensagem no Twitter, a Polícia Militar do Rio informou que o "tomador de refém foi neutralizado por um atirador de precisão do Bope e todos os reféns foram libertados ilesos"

Todos os 22 reféns estão ilesos, diz PM

 William Augusto da Silva manteve 22 pessoas reféns por mais de três horas no sentido Rio de Janeiro da ponte que liga a capital fluminense à Niterói. Antes da ação policial, seis reféns já haviam sido liberados. De acordo com a PM, todos os reféns estão ilesos.

Ainda não se sabe as motivações do homem, que de acordo com a PRF tinha em seu poder uma pistola 38, um taser (aparelho de choque), uma faca e um galão de gasolina. A Polícia Militar alega que ele estava apenas com uma arma de brinquedo. 

Imagens mostram William deixando o ônibus para atirar um objeto. Em seguida, são ouvidos disparos, e o suspeito cai ao lado do veículo.

Após a ação, uma ambulância foi levada para o local. Um pano vermelho foi colocado no local para evitar imagens. Ao final da operação, um atirador de elite fez um sinal de positivo e houve comemoração.

O sequestro

 Às 5h30, o suspeito anunciou sequestro aos passageiros do ônibus da Viação Galo Branco, que fazia o trajeto entre o Jardim Alcântara, no município de São Gonçalo, e o bairro do Estácio, no centro do Rio. Cerca de uma hora depois, ele atirou um objeto pegando fogo, espalhou gasolina pelo veículo e passou a ameaçar incendiar tudo. As duas primeiras reféns foram liberadas. 

O Batalhão de Operação Policiais Especiais (BOPE) chegou ao local por volta das 7h e assumiu o comando das negociações atendendo a uma exigência do sequestrador. As conversas haviam sido iniciadas pela PRF. William passou a liberar um refém em intervalos de 20 a 30 minutos. Ao mesmo tempo, foi feito o bloqueio total da Ponte Rio-Niterói e parte do guard-rail passou a ser retirada para que os carros presos no local deixassem a via.

Por volta das 8h20, uma refém foi liberada pelo sequestrador e desmaiou logo após deixar o ônibus. Imagens da TV mostraram a mulher sendo atendida pelos policiais. Às 9h05, o sequestrador desceu do ônibus, atirou um objeto que parecia ser uma mochila e caiu ao lado do veículo logo após serem ouvidos disparos. Em seguida, a polícia liberou o restante dos reféns que ainda estavam no ônibus.

Por Lola Ferreira e Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

20/08/2019 09h22 Atualizada em 20/08/2019 11h19


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